Pular para o conteúdo principal

Reajuste dos educadores é pautado na ASSEMBLEIA LEGISLATIVA.

O deputado Edivaldo Holanda (PTC) apresentou emenda à medida provisória que estabelece os vencimentos dos servidores da educação básica maranhense. Holanda propõe um reajuste que equipare os vencimentos-base ao salário mínimo. Hoje, a categoria, em sua referência inicial, recebe R$ 46 a menos que o salário mínimo nacional vigente, de R$ 465.






Com a emenda de Edivaldo Holanda, os professores da educação básica receberiam acréscimo de pelo menos 9% em relação a proposta inicial do governo do Estado. Um exemplo são os profissionais de referência 1, que na mensagem do governo teriam um vencimento-base de R$ 419,10 a partir de 1º de outubro. Em janeiro esse valor subiria para R$ 427,49. Na conversão proposta por Edivaldo Holanda o valor referente a 1º de outubro ficaria em R$ 465 e a partir de janeiro de 2010, R$ 474,31.





No projeto do governo os servidores de referência intermediária (12) teriam vencimentos de R$ 494,29 a partir de 1º de outubro e R$ 504,18 em janeiro próximo. Na conversão parlamentar estes valores ficariam em R$ 548,42 e R$ 559,40.





Já os servidores de maior referência, 25, passariam a ter um vencimento-base de R$ 1.034,14 desde 1º outubro. Este valor, a partir do próximo ano seria reajustado para R$ 1.054,82, um ganho de R$ 9,87%.





“Meu objetivo é que o governo reconheça a importância deste profissional para a sociedade maranhense, equiparando o menor vencimento da categoria ao salário-mínimo. Na proposta do governo isso só acontece a partir do profissional enquadrado na referência 11. Essa era a principal reivindicação dos parlamentares que até poucos meses eram de oposição”, afirmou Edivaldo Holanda.





O projeto lei de conversão é uma emenda à mensagem governamental que trata do assunto e que estabelece um reajuste inicial de 8% aos servidores do grupo em relação ao último 1º de outubro e mais 2% a partir de 1º de janeiro do próximo ano.





O reajuste beneficia 36.957 servidores ativos, inativos e pensionistas, sendo que a despesa para o exercício de 2009 é estimada em R$ 6 milhões e para o ano de 2010 ficará em R$ 81 milhões. Todas estas despesas, incluindo a conversão proposta pelo parlamentar podem ser custeadas sem acarretar problemas para o orçamento estadual segundo a própria secretaria de Administração e Previdência e parecer técnico da Assembleia Legislativa.





A matéria já obteve o aval da comissão interna de Constituição, Justiça e Redação Final e deve ser levada para análise em plenário nos próximos dias.





A iniciativa de Holanda foi elogiada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Tavares. “Os deputados da outrora oposição e hoje governo, diziam que o governo do Estado não pagava o salário mínimo, e aí nós dizíamos que para efeitos legais contava o salário base e as gratificações. E eles diziam que não contava, que o salário mínimo tem que estar no salário-base. E agora, deputado Edivaldo Holanda, na Emenda há oportunidade para o governo de pagar o salário mínimo na base. Então como alguém pode dizer que a atuação de vossa excelência é uma atuação da má política? É uma atuação da boa política”, disse. “Está aí uma oportunidade de ouro: pagar o salário mínimo na base para o professor de acordo com a sua emenda”, acrescentou.





Os servidores do grupo ocupacional magistério da Educação Básica estão divididos em 25 categorias como professores, especialistas em educação e funcionários de escolas.













 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Piso Salarial: Leia a opinião do jornal Correio Braziliense

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 277/08, aprovada na quarta-feira (16), vai abrir espaço para aporte considerável de recursos destinados à educação. Pela eliminação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), a PEC proporcionará este ano aumento das verbas para o setor da ordem de R$ 4 bilhões. A expectativa é de que o acréscimo seja de R$ 7 bilhões em 2010 e, pelo menos, de R$ 10,5 bilhões depois de 2011. Garante-se, assim, que mais de 3,5 milhões de crianças e adolescenntes sejam inseridos nas salas de aula de todo o país. O primeiro passo para a conquista da melhoria foi dado no plenário da Câmara dos Deputados. A progressiividade na desvinculação da DRU responde pela sequência dos ativos financeiros reservados à educação. Pelos termos do texto, o ensino básico gratuito, hoje obrigatório para estudantes de 7 a 14 anos, vai ampliar-se para a faixa de 4 a 17 anos. Outra immportante contribuição ao aperfeiçoaamento e extensão do ensino básico reside no fato de que o texto da ...

Carta aos profissionais da educação

UMA GREVE ATÍPICA, UMA LIÇÃO HISTÓRICA: LUTAMOS E ESTAMOS ORGULHOSOS! Ousadia, resistência, apreensão e persistência são sentimentos e momentos que marcaram os dias de greve dos trabalhadores em educação do estado do Maranhão. Foi, sem dúvida, um grande aprendizado, porque foi uma grande luta. Aprendemos nesse movimento quem são os verdadeiros aliados da classe trabalhadora, aprendemos também quem são os seus grandes inimigos. Fomos atacados por todos os lados no front dessa batalha em defesa de nossos direitos e de uma educação pública e de qualidade. Tal como o príncipe de Maquiavel a governadora Roseana Sarney tentava mostrar que “os fins justificam os meios”, para isso impunha o terror nas escolas, ameaçava cortar o ponto dos grevistas, até de exoneração fomos ameaçados. É verdade que em alguns momentos sentimo-nos pequenos ao ver um governo oligarca e sedento de poder abocanhando a direção do nosso sindicato, que nada faz pela sua categoria, e de entidades estudantis, q...

Os Professores baianos em Salvador reprovam a gestão da pelegada do PCdoB no sindicato.Eleição da APLB: Vitória da oposição na capital e indícios de fraudes no interior da Bahia.

Após 15 anos se “reelegendo” como chapa única, a atual direção da APLB teve que “rebolar” para “ganhar” a eleição deste ano e ainda amargou uma derrota fragorosa para a chapa da oposição que venceu na Capital com 72% dos votos validos para contra 28% obtidos pela Chapa 1 hegemonizada pelo PCdoB, e que congregou ainda militantes do PSB, PDT e PT (bloco governista a nível federal e estadual). Já no interior do Estado houve uma enorme discrepância dos resultados, sendo que onde a Chapa da Oposição não conseguiu fiscalizar a votação e apuração apareceram resultados com até 100% dos votos na Chapa 1, enquanto nas regiões onde houve fiscalização a chapa 2 ou venceu teve uma derrota com pequena diferença para chapa governista. Uma série de irregularidades cometidas pela Comissão Eleitoral levou a Chapa 2 a acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT) e depois a Justiça do Trabalho na tentativa de garantir uma eleição democrática e transparente. A própria homologação da Chapa de Oposição...