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Gov. Flávio Dino manobra para prejudicar os professores


GOVERNO DE FLÁVIO DINO APLICA MAIS UM GOLPE NOS PROFESSORES

Após descumprimento reiterado da lei do piso, com única exceção no ano de 2015; mutilação do Estatuto do Magistério (Lei 9.860/2013) de forma a provocar a curto prazo um verdadeiro achatamento salarial; utilizar-se de ardil, com apoio do Ministério Público para opor recurso sobre as execuções da Ação de Descompressão Salarial e assim não cumprir com o determinado na sentença para pagar os professores o valor relativo ao interstício de 5% não cumprido; o governo do estado mais uma vez mostra que não respeita ou prestigia a categoria e ataca as execuções sobre a incorporação e pagamento da diferença salarial de 21,7%, interpondo recurso denominado de exceção de pré-executividade nas execuções.
As execuções estão sendo interpostas em razão de decisão  do STF, transitada em julgado, em ação interposta pelo SINTEP/MA(Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado do Maranhão), em que o governo do estado do Maranhão deverá de imediato implantar os 21,7% e pagar o retroativo deste percentual desde março de 2006, estando incluídos os professores entre os que tem direito a esta diferença, e vários já conseguiram a implantação deste percentual, estando em curso os processos para pagamento da diferença.
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Ocorre que o governo do estado do Maranhão, em uma demonstração clara de perseguição aos professores, tem interposto um recurso denominado de Exceção de Pré –Executividade- consiste em uma petição do executado, instaurando um incidente processual, alegando vício atinente à matéria de ordem pública, o que na prática suspende qualquer decisão até julgamento do fato alegado.
 E nesta petição de exceção de pré-executividade nas execuções em curso, o governo de Flavio Dino alega ilegitimidade dos professores em executar a ação dos 21,7% porque estes não seriam representados pelo ganhador da ação- o SINTESEP/MA.
 E qual seria o interesse em querer desvincular o professor desta ação e vincular exclusivamente ao SINPROESEMMA? É porque o processo no qual o SINPROESEMMA atua como representante dos professores questionando os 21,7%, que  tramita sob nº 60349/2014 na 4ª Vara da Fazenda Pública estava suspenso desde 2017 e permanece sem decisão,  devido a instauração do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas nº 17015/2016 pelo TJMA, que negou o reajuste de 21,7% aos servidores públicos maranhenses. E se prevalecer este entendimento o professor também não terá implantado o percentual e não receberá a diferença, apesar do STF ter reconhecido o direito de todos os representados pelo SINTSEP, entre estes, os professores.
Ora, o SINTESEP atuou na ação de conhecimento exercendo a substituição processual e representado a categoria que representa, a saber, os servidores públicos, e professor é servidor público, a não ser que Flávio Dino tenha enquadrado os professores da rede pública estadual em outra categoria, fato improvável e impossível, mais que não se duvida, pois quando se trata de prejudicar o professor, este governo faz até o impossível.
Em síntese, de forma covarde e vil, mais uma vez este governo tenta se utilizar de uma manobra judicial para retirar os direitos dos professores.

Movimento de RESISTÊNCIA dos Professores - M.R.P

Atenção! 
Recomendamos que todos os professores ingressem com ação judicial, o quanto antes, para que a incorporação dos 21,7% seja assegurada.

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