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NÃO DEIXEMOS A FARSA DA DIRETORIA PREJUDICAR TODA A NOSSA CATEGORIA!

Há mais de 76 dias, nós, trabalhadores da educação pública municipal, buscamos garantir direitos através da luta. Durante todo esse período acumulamos muitas angústias e insatisfações, diante da indiferença do Prefeito João Castelo, da insensibilidade dos 18 vereadores que aprovaram e ajudaram o executivo a impor o reajuste de 8% e do despreparo da Senhora Secretária Sueli Tonial, que demonstra não entender nada da política de financiamento da educação pública, entretanto, responde pela pasta da educação em São Luis.


Na assembleia da FETIEMA (24/06) a diretoria do sindicato defendeu, diante de mais de mil educadores, a suspensão da greve. A maioria absoluta dos educadores presentes decidiu continuar a greve, desconsiderando a defesa da diretoria, mesmo no período de férias. Nesta assembleia a diretoria se comprometeu a dar suporte ao movimento grevista. Na primeira quinzena de julho, com dificuldades, conseguimos resistir e realizar manifestações públicas, sendo a “caça ao José Serra”, no aeroporto, a de maior peso político. Nesse momento, percebemos que a decisão tomada na última assembleia foi correta, pois, dentre outras coisas, ela fez a promotoria da educação se manifestar, através de uma ação civil pública, resultando em multa para a prefeitura e, tudo isso, obrigou o governo a voltar a negociar conosco. Reabertas as negociações, na sequência, não conseguimos mais realizar nenhum ato de rua, em função da indiferença e da má vontade dos diretores do sindicato, que, além de não participarem dos atos públicos, desmobilizavam a categoria e não davam as condições necessárias para a construção dos atos.


Inicialmente, nas reuniões, os companheiros Dolores, Antonísio e Leonel, da base, tinham garantido assento nas mesas de negociação. Na véspera da realização da 3ª reunião, a diretoria comunicou que os representantes da base não mais participariam das reuniões, em função da exigência do executivo municipal. A diretoria do sindicato silenciou diante da exigência da prefeitura e aceitou passivamente a exclusão dos companheiros, passando, a partir de então, a frequentar reuniões clandestinas e, foi assim que, em conjunto com os representantes do governo, construíram a proposta de acordo para pôr fim à greve


Dia 31 de julho (sábado) participamos da assembleia no sindicato, onde analisamos a proposta do acordo. Na entrada, todos os presentes, inclusive funcionários do sindicato e parentes dos membros da diretoria, que não são professores, portanto, não são sindicalizados, receberam dois cartões, um na cor verde (fim da greve) e outro na cor AMARELA (continuar a greve), para votarem. Feitas as considerações a favor e contra a proposta, a mesa encaminhou a votação de forma errada, ainda assim, apesar da super lotação do minúsculo auditório do sindicato, que comportava, no dia, por volta de 350 professores, deu para percebermos que a maioria dos cartões eram AMARELOS, apesar de um considerável número de cartões verdes. Prontamente, solicitamos a conferência dos cartões, para dirimir qualquer dúvida, nesse instante, a PRESIDENTE DO SINDICATO E TODA A DIRETORIA, percebendo que tinham sido DERROTADOS, retiraram-se do auditório, deram ordem para os funcionários confiscarem tudo ( Os microfones, a água, as cadeiras, também desligaram as luzes e os ventiladores)e se trancaram numa sala. Cerca de 200 professores, que ficaram estarrecidos com o que acabavam de presenciar, fizeram a conferência dos cartões e obtiveram o seguinte resultado: 184 AMARELOS e 09 VERDES. Portanto, professores, a assembleia não foi finalizada, isso significa que não é verdade o que a DIRETORIA DIVULGOU. O que os diretores PRODUZIRAM TEM NOME, É FARSA, que foi feita PARA AGRADAR O PATRÃO e as conseqüências para nossa categoria, são: a perda de direitos, a desvalorização e a desmoralização dos 6 mil educadores municipais, perante nossos alunos e a sociedade ludovicense. Não deixemos essa FARSA PREVALECER! Uma mentira dita 100 vezes acaba se tornando verdade.


Companheiros, não esqueçam. Passamos todo esse tempo afirmando que não aceitamos 8% e essa rejeição se dá em função de sabermos que os recursos do FUNDEB permitem um reajuste maior. O acordo fechado pela diretoria não contempla, por exemplo, o número de parcelas em que deve ser feito o pagamento do retroativo das progressões horizontais e verticais. O que está em jogo é a disputa por 25 Milhões, que o Prefeito quer por quer gastar de qualquer forma, menos na valorização daqueles e daquelas que diariamente têm o compromisso de educar os filhos e filhas da classe trabalhadora da nossa cidade. Por tudo isso, deveremos resistir um pouco mais, vamos terminar a greve sim, mas não agora e nem da forma humilhante como decidiu a DIRETORIA TRAIDORA do SINDEDUCAÇÃO, que ao abandonar a luta e mandar os professores para as escolas, faz o que nem o prefeito conseguiu fazer.


                                                                       OPOSIÇÃO/SINDEDUCAÇÃO-CONLUTAS E MOPE

Atenção! COMPAREÇA AO NOSSO ATO PÚBLICO EM REPÚDIO À TRAIÇÃO DA DIRETORIA DO SINDEDUCAÇÃO.  QUE ACONTECERÁ 5ª FEIRA ( 05/08), NA DEODORO, COM CONCENTRAÇÃO ÀS 8H.

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