Pular para o conteúdo principal

Professor, BOMBA A VISTA!

CAMPANHA SALARIAL e PAUTA DE REIVINDICAÇÃO DE 2015
 
Data Base: Antecipação da data base para 01 de fevereiro.

Proposta de Reajuste Real: LEI DO PISO: 22,97%

(Obs: leia abaixo da pauta nossas CONSIDERAÇÕES)

1. Elaboração de um plano de recomposição dos vencimentos do magistério, tendo em vista o déficit em relação aos reajustes concedidos ao piso nacional nos últimos cinco anos – levando em consideração os reajustes do custo aluno ano, nos termos da Lei 11.738-2008,
2. Implantação dos Direitos estuários referentes às solicitações de 2014, nos termos da Lei 4931-2008, bem como a garantia de prazo para pagamentos;
3. Jornadas Docentes: mínimo de 33% das Jornadas de Trabalho em atividades sem interação com alunos, mantendo a possibilidade de cumprimento de parte das horas em local de livre escolha.
4. Reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos e do Estatuto do Magistério;
5. Revisão dos critérios de avaliação e crescimento nas carreiras – promoção/evolução funcional, de forma a possibilitar a efetiva progressão funcional – Reestruturação do decreto que trata da avaliação de desempenho, nos termos do art. 19 do PCCV do Magistério;
6. Garantia de realização urgente de concursos públicos para preenchimento dos cargos vagos de professores e coordenadores;
7. Implantação de uma política de mudança de lotação;
8. Garantia de curso de formação para todos os professores;
9. Adoção e/ou ampliação de Políticas de Valorização Profissional, assegurando a oportunidade do servidor frequentar:
a) Graduação de Nível Universitário, presencial e/ou à distância;
b) Pós Graduação presencial e/ou à distância;
c) Formação continuada;
d) Cursos e eventos correlatos.
10. Vale Alimentação: Proposta do valor (sugestão: mínimo de R$ 350,00)
11. Resposta em relação à proposta de acordo nos autos do processo coletivo das férias de 2005;
12. Atendimento pleno das propostas reiteradas na Mesa de Negociação firmado e divulgado entre MPE, SINDEDUCAÇÃO e Prefeitura, no dia 05/09/2014, que possibilitou o encerramento do movimento grevista dos educadores municipais.
13. Recursos da Educação – Ampliar o percentual das receitas municipais destinadas à manutenção e desenvolvimento do ensino. Assegurar que essas verbas e as provenientes do FUNDEB e demais repasses não sejam aplicadas em assistencialismo e/ou atividades estranhas à Educação.
14. Implantação da Carteira de Identidade Funcional para os profissionais do magistério, assegurando sua acolhida como documento de identidade junto a outras esferas do poder público e privado.
15. Garantia do livre exercício da atividade sindical nos locais de trabalho;
16. Inclusão - Aparelhamento completo, em termos de recursos humanos, devidamente habilitados, condições físicas adequadas dos prédios e equipamentos, mobiliários e materiais que garantam a efetiva inclusão dos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e “altas habilidades” - superdotados.
17. Implantação na Área Escolar de Segurança, considerando os riscos de violência e agressões a que os servidores estão sujeitos – Sistema de parceria entre os Conselhos Tutelares, Polícia Militar, Poder Judiciário - Juizado do Menor Infrator, Ministério Público da Infância e Adolescência e demais órgãos competentes;
18. Garantia de oferta de capacitação constante para os Educadores, priorizando como palestrantes/regentes os Profissionais do próprio Ensino Municipal que tenham experiência e interesse em desenvolver esse trabalho. Incentivo à participação em cursos e demais eventos de capacitação oferecidos pelo SINDEDUCAÇÃO.
19. Alunos das UEBs – Aspectos Disciplinares – Aplicação dos Regimentos Internos de cada UEB, com apresentação de relatório bimestral por cada gestor;
20. Educação de Jovens e Adultos (EJA):
- Assegurar a oferta de vagas que garanta a acomodação plena da demanda da EJA, nas UEBs, garantindo:
- Respeito à opção do aluno por Unidade próxima à sua residência ou ao seu local de trabalho;
- Interlocução permanente entre a Equipe Escolar e a comunidade usuária, visando atenuar as ocorrências de evasão e retenção;
- Formação continuada dos docentes e demais Profissionais envolvidos, face à especificidade da EJA.
21. Redução do número de alunos por classe/turma/agrupamento e fim da prática de composição de salas mistas na Educação Infantil, de forma a garantir o melhor desenvolvimento das propostas educacionais, bem como o melhor atendimento ao aluno, em todas as atividades na unidade educacional.
22. Implantação da Eleição Direta para Gestão Pedagógica.
23. Estabelecimento de convênios e/ou parcerias, com hospitais e clínicas médico- laboratoriais, inclusive do setor privado, visando dar atendimento digno e adequado aos servidores do magistério ativos, inativos, e pensionistas, visto que não existe hospital para o servidor publico municipal.
24. Melhoria no sistema de marcação de consultas, evitando-se que os profissionais do magistério precisem faltar para fazê-las.
25. Melhoria das condições de trabalho, com implantação de políticas de combate ao assédio moral, saúde e segurança do trabalhador;
26. Liberação dos servidores no exercício de mandato de dirigentes sindicais, conforme estabelece a Lei Orgânica do Município.

 FONTE: http://www.sindeducacao.org/index.php/difusao/2013-01-31-07-20-53/item/181-professores-vao-exigir-reajuste-de-22-97-para-2015#sthash.Ny7xa6fn.dpufora doCAÇÃO  SNDEDU

CONSIDERAÇÕES DO MRP
 
A pauta acima possui 26 itens e a maioria deles é desconhecida dos professores e a razão é simples, a diretoria do SINDEDUCAÇÃO não os debateu com a categoria previamente, antes de colocá-los na pauta de reivindicações. Essa pauta foi construída a revelia do professorado, na assembleia sua leitura se deu de forma aligeirada e isso induziu os professores presentes a votar por sua aprovação.
Dentre os vários pontos que temos desacordo, destacamos o item 3, que trata da proposta de regulamentação do exercício ao direito que assiste todos os profissionais da educação municipal a usufruir o 1/3 de hora atividade, dentro da sua jornada de trabalho. Na única reunião ocorrida esse ano, na SEMED, entre os representantes do governo e dos professores, a Presidente e o Advogado do SNDEDUCAÇÃO afirmaram que essa era a proposta discutida e aprovada pelos professores na última assembleia do dia 19/01. Essa proposta defendida e encaminhada ao governo pela diretoria do SINDEDUCAÇÃO, dá margem para que a SEMED trate essa questão da forma que ela deseja e isso significa:  Que os professores do 6º ao 9º ano terão que trabalhar 4 dias a partir da implantação dessa nova regra, caso seja aprovada como foi proposto. No caso dos professores com jornada de 24h, a defesa é que o professor tenha 16h em sala interagindo com os educandos, porém, 4h das 8h que correspondem ao 1/3 de H.A, o professor terá que pagar na escola, o que corresponde a obrigatoriedade do mesmo ficar 20h (16 + 4) semanais na mesma. O caso dos professores com jornada de 40h segue a mesma regrinha do caso anterior.
Como se isso não bastasse, estamos há quase 2 meses sem a convocação de uma assembleia para debatermos essas e outras questões não menos importantes. Se por um lado a postura da diretoria do sindicato tem sido a de se manter distante dos professores, recentemente o governo lançou mão de uma ação que objetiva construir uma proposta de reformulação das leis municipais que tratam do exercício do magistério. O retardamento da concessão do reajuste salarial e demais direitos, é grave, mas nada se compara a gravidade da ação governamental que objetiva reformular o ESTATUTO DO MAGISTERIO e PLANO DE CARREIRA. O professorado precisa se habilitar o mais rápido possível nesse debate, antes que essa reforma represente mais perdas de direitos para todos.   Diante desse contexto a diretoria do SINDEDUCAÇÃO precisa URGENTEMENTE recuar, admitir que sua postura está errada e deve chamar os professores  para dialogar em uma assembleia geral.
 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sinproesemma contrata banca de advogados que está envolvida em polêmica no Ceará

Precatórios do Fundef: entenda a polêmica do pagamento de honorários a advogados Professores que estiveram na ativa na rede pública estadual do Ceará entre agosto de 1998 e dezembro de 2006 têm direito a receber os valores referentes aos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) . Nesta terça-feira, ocorreu o pagamento da segunda parcela . Desde que o pagamento teve início , em fevereiro de 2023, uma questão sobre o tema gera controvérsias: o pagamento dos honorários advocatícios à banca de advogados contratada pelo Sindicato Apeoc, que representa os professores. O precatório é resultado de disputas judiciais movidas pelo Estado do Ceará para corrigir os cálculos e complementar os repasses federais pelo Fundef à educação estadual. Como 60% do valor do fundo tinha de ser destinado à remuneração dos profissionais do magistério, quem estava em atividade é beneficiado. São 50.248 professores que re...

Carta aos profissionais da educação

UMA GREVE ATÍPICA, UMA LIÇÃO HISTÓRICA: LUTAMOS E ESTAMOS ORGULHOSOS! Ousadia, resistência, apreensão e persistência são sentimentos e momentos que marcaram os dias de greve dos trabalhadores em educação do estado do Maranhão. Foi, sem dúvida, um grande aprendizado, porque foi uma grande luta. Aprendemos nesse movimento quem são os verdadeiros aliados da classe trabalhadora, aprendemos também quem são os seus grandes inimigos. Fomos atacados por todos os lados no front dessa batalha em defesa de nossos direitos e de uma educação pública e de qualidade. Tal como o príncipe de Maquiavel a governadora Roseana Sarney tentava mostrar que “os fins justificam os meios”, para isso impunha o terror nas escolas, ameaçava cortar o ponto dos grevistas, até de exoneração fomos ameaçados. É verdade que em alguns momentos sentimo-nos pequenos ao ver um governo oligarca e sedento de poder abocanhando a direção do nosso sindicato, que nada faz pela sua categoria, e de entidades estudantis, q...

Conheça a Carta do desespero.

MRP(OU MOSEP,...) E A GREVE ELEITORAL Por Odair José* Falar dos problemas internos de determinada categoria é quase sempre muito ruim para os seus membros, por isso a economia nas palavras dos diretores do SINPROESEMMA em certos momentos do desenvolvimento das lutas dos professores do nosso Estado. Mas, tem momentos que não é permitido ficar calado. Nos últimos dias, temos visto um grupo de professores “dissidentes” comandando o que seria um levante contra o acordo feito pelo sindicato com o governo, referendado pela maioria da categoria, pelo qual a categoria tem um reajuste momentâneo que, adicionado ao feito no início do ano, ainda pelo Governo anterior, soma 15,97%. Vendo apenas o momento, a fotografia, um observador desavisado poderia pensar que estamos tratando somente de um erro tático desses trabalhadores, continuar tencionando, inclusive através da greve, para tentar retirar do governo um pouco mais de 3% - uma vez que o pleito inicial foi 19,2% - colocand...