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PRÁTICA SINDICAL: Uma reflexão!

Companheiros (as),

A história do movimento sindical brasileiro foi profundamente marcada por grandes lutas e mobilizações contra o autoritarismo, especialmente durante os anos de chumbo da ditadura militar. No entanto, o velho autoritarismo, que tanto rechaçamos, tem se instalado como um câncer em algumas direções sindicais, como é o caso do Sinproesemma.

Temos sido historicamente, desrespeitados tanto pelos agentes do governo que manipulam todas as decisões da educação, no nosso Estado e nos impõem de forma autoritária, quanto pelas sucessivas direções do nosso sindicato (SINPROESEMMA), com práticas ditadoras e antidialógicas. Temos que ter clareza disso, para não ficarmos melindrados diante das reações de companheiros (as) que se indignam por não suportar mais tais ações.

Já se tornou uma prática histórica, toda vez que não há um acordo entre categoria e direção sobre deliberações a tomar, diretores do sindicato apelam para o discurso de unidade como uma espécie de anestésico a alentar nossas consciências. Entretanto, companheiros (as), compreendamos de uma vez por todas, que esse falso discurso só tem um objetivo: esconder as diferenças e as contradições que há nas relações que se dão entre direção e categoria e, sobretudo, promover a passividade para poder manipular e oprimir uma vez que a resistência é passível de ser contida. Por isso, estejamos atentos ao interesse ideológico desse discurso de forma que, toda vez que ele aparecer (e será sempre em momentos de tomar decisões importantes para a nossa categoria) por parte da direção, certamente, é para nos excluir do processo. Aliás, quem não lembra, por exemplo, o que aconteceu, na Assembléia da Praça da Bíblia, quando em nome dessa falsa unidade, parte da atual diretoria manipulou a Assembléia para aceitar a suspensão dos artigos 54,55,56 e 57 do nosso Estatuto, determinando perdas que, até hoje, não conseguimos reparar?

O discurso da unidade nunca foi usado pelas direções do SINPROESEMMA para significar, por exemplo, eleição direta na base para comandar o sindicato, democracia no uso da palavra e das decisões, transparência na prestação de contas, divulgação das assembléias regionais, dentre outros.

Assim, companheiros (as), é hora de superarmos os falsos discursos e não nos deixarmos levar por um pseudo moralismo que não cabe mais na nossa época. Deixemos, sim, nos conduzir por aquilo que sempre caracterizou nossa categoria, a capacidade de discernimento mediante um processo de avaliação constante das relações que se dão entre categoria que luta e direção comprometida com governos e interesses próprios e políticos partidários (atualmente PC do B/PT)

Nós do Movimento de Resistência dos Professores – MRP e do GT de Educação da CONLUTAS, entendemos que essa direção só tomará o caminho da luta a favor da educação pública de qualidade social e em defesa dos seus trabalhadores se for pressionada pela sua base. Sendo assim, VAMOS TODOS À LUTA!

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