Pular para o conteúdo principal

Resultado da Assembleia Regional do Sinproesemma em São Luís

A Assembléia do SINPROESEMMA-regional de São Luis REJEITOU a proposta do Governo e acaba de deliberar pela Greve Geral na educação estadual.


Companheiros (as),

no dia 11 de maio a direção do Sinproesemma entregou ao Governo do estado a pauta de reivindicações, referente à nossa CAMPANHA SALARIAL/2009, até o presente momento aguardamos respostas. Vale ressaltar que esperamos por um posicionamento do Governo as nossas principais reivindicações há quase 200 dias, no entanto, dos 16 itens da pauta, somente 2 foram atendidos, são eles: fim do subsídio para os funcionários de escolas e o concurso público.


Hoje, na Assembléia do Sinproesemma ocorrida no auditório do Liceu, em São Luis, a diretoria do sindicato distribuiu um panfleto onde defendem a manutenção do estado de greve até que se aprove o novo estatuto e dos 14 itens restantes que não foram atendidos pelo Governo, apresentaram apenas uma proposta referente ao reajuste. O Governo ofereceu um reajuste parcelado (8% em novembro e 2% em jan/2010),os diretores do sindicato optaram pela defesa do DESCUMPRIMENTO da lei do PISO, na medida em que defenderam em seus discursos a proposta de reajuste do Governo.


O MRP pontuou que aceitar a proposta do governo é avalizar o descumprimento do artigo 5º da lei nº 11.738 (Lei do Piso), nesse sentido ratificamos a defesa do reajuste de 19,21% retroativo a janeiro de 2009. Atenção! Esta mesma Lei, nos garante novo reajuste em janeiro de 2010, logo não devemos e não podemos aceitar esta proposta imoral do Governo.


O MRP também demonstrou que mais importante que o reajuste de 19,21% é a construção do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos Profissionais da Educação, feito simultaneamente com a reformulação do estatuto do magistério. Pois estes instrumentos jurídicos é que poderão garantir uma efetiva valorização e um resgate da dignidade dos profissionais da educação estadual.


Após as defesas, a categoria votou e a maioria decidiu:



NÃO ACEITAR A PROPOSTA DO GOVERNO / DIRETORIA DO SINDICATO, e recorrer ao SUPREMO MEIO DE LUTA, que é a GREVE GERAL, para garantir que a pauta de reivindicações seja cumprida, principalmente nas questões: construção do PCCR e reformulação do estatuto do magistério.




DELIBERAMOS AINDA:


- Que Segunda e Terça feira (19 e 20/10) deveremos sensibilizar e mobilizar a categoria para juntos construirmos o nosso grande ato público em preparação para a GREVE GERAL;


- No dia 21/10, quarta-feira, às 15h, concentração em frente à sede do Sinproesemma, centro histórico, com passeata até o Palácio dos Leões.




Diante do ocorrido à diretoria do sindicato se retirou do recinto fazendo a ressalva de que agora realizará assembléias nas outras 18 regionais e que após o resultado das mesmas se pronunciará.

Professor/a e demais profissionais da educação, é necessário divulgarmos para os companheiros do interior do estado o que aconteceu na capital, para que estes participem das assembléias nas suas regionais e evitem assim, as velhas manobras da diretoria do sindicato no sentido de impor suas vontades, que atualmente coadunam com as vontades do Governo Roseana.Sendo assim,


VAMOS TODOS A LUTA, pois SÓ A LUTA GARANTE CONQUISTAS!


Atenciosamente,

Coordenação do MRP

Comentários

Euges Lima disse…
RETIFICAÇÃO E BREVES ESCLARECIMENTOS
Ocorreram seis rodas de negociações, a primeira proposta apresentada pelo governo foi de 4.1%, depois 5,5 e no final dessa mesma rodada chegamos a um percentual de 6.1. Na rodada seguinte o governo ampliou para 10%, sendo 6.1 em outubro e 3,9% em janeiro. Em assembléia o sindicato encaminhou proposta rejeitando o percentual de reajuste que foi aprovada por 90 votos, a partir daí fizemos 48h de paralisação, nos dias 29 e 30 de setembro.
O governo retomou as negociações e apresentou uma proposta de 8% para novembro e 2% para janeiro, a direção do sindicato não aceitou e tensionou com o governo para q os 8% fosse pago logo este mês , ou seja, outubro. Proposta final do governo q foi apresentada na assembléia de hoje: 10% ( 8% este mês e 2% em janeiro) e não como afirmou a profa. Francileide, 8% em novembro.
O resultado da assembléia de hoje, foi: 78 votos para a oposição( proposta de greve geral) e 65 votos para proposta de aceitação dos 10% e discussão do PCCS, ESTATUTO E TABELA SALARIAL para aprovação até 31 de dezembro conforme legislação.
Anônimo disse…
Esse diretor do sindicato quer justificar o injustificável, eles e todo o restante da diretroia do sindicato defederam e votaram na proposta do Governo, ou seja, optaram pelo descumprimento da lei do PISO.Nesta campanha salarial, não devemos negociar percentual de reajuste, devemos exigir o que determina a legislação. Quem opta por não fazê-lo, explicita a defesa do governo e não a dos trabalhadiores.
Euges Lima disse…
MANIQUEÍSMO ATÉ QUANDO??!!
Caro Prof. Antonisio,

Primeiro, não se trata de justificativas, só queria retificar a informação errada colocada pela profa Francileide acerca da proposição do governo. A referida profa. em um dado momento diz que é 8% em novembro, não é verdade, o correto seria 8% ainda este mês(outubro) e 2% em janeiro(em cima do salário reajustado com 8%), acredito que deve ter havido um equívoco.

Segundo, defendemos e continuamos defendendo a proposição de aceitação do reajuste de 10%, por ter convicção que é a medida mais acertada neste momento, uma vez q uma deflagração de greve agora, certamente irá prejudicar e até inviabilizar a aprovação do PCCS, Estatuto e nova tabela salarial este ano, ou seja, reajuste é algo menor e não podemos ficar enredado nisso o tempo todo, precisamos avançar e concluir essa etapa. É preciso lembrar que ano q vem é ano eleitoral, portanto, não vejo problema em defender tal proposta, não vejo como isso possa ser considerado traição, é uma questão de avaliação e ponto de vista, inclusive, que não é só meu, é também de 65 professores que estavam na assembléia no Liceu, dia 17 e que deve ser respeitado. Além de ser um direito nosso, como é um direito seu defender proposição diferente.

Terceiro, a rigor, não procede a firmação de q aceitar reajuste de 10% é ferir a lei do piso, lêdo engano. Não há artigo nenhum da lei impedido reajustes gerais para todas as etapas da educação básica estadual q seja infeiror a 19%, até pq a lei do piso é para o magistério em nível médio, não esqueçamos disso. O art. 5.º fala em atualização ao piso nacional, ou seja, é restrita ao piso. O que estamos pleiteando é um reajuste geral para todas etapas da educação básica estadual. Então vejamos, o q diz o Art. 5.º da Lei 11.738/08(Lei do Piso):

"Art. 5.º O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009."

Se dependesse só da vontade nossa, dos educadores, nós teríamos um reajuste de 100%, mas infelizmente, sabemos q esse processo não é simples assim e o q foi conseguido depois de seis a sete rodas de negociações e alguns meses, foi os 10% de um pleito de 13%. (Total: 16%).Fica a pergunta, vale a pena ir para greve nesse contexto, nesse período e com questões fundamentais q ainda precisam serem resolvidas(PCCS,ESTATUTO E NOVA TABELA DE RECOMPOSIÇÃO SALARIAL) por apenas 3%???
INES disse…
Faz parte de direção de sindicato? francamente, com os 20 cartoes sem assinatura dos respectivos professores,veja que coincidencia deu 65 é Flavio Dinokkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
regislb disse…
Assembleia do dia 17.10.2009

Eu queria entender a colocação: "Diante do ocorrido à diretoria do sindicato se retirou do recinto fazendo a ressalva de que agora realizará assembléias nas outras 18 regionais e que após o resultado das mesmas se pronunciará".

Depois da referida colocação aparece uma nota informando a realização de assembleias regionais e datadas (algumas )do dia 16.10.09. Não uma contradição nisso?
Anônimo disse…
De fato companheiro Regis,é no minimo contraditório. Olha em nota divulgada no site ontem, a diretoria do sindicato informou que faria o restante das assembléias até dia 21 (4ª feira), no entanto, agora a tarde divulgaram nota na TV informando que os professores do interior do estado haviam aceitado a proposta do Governo.

Postagens mais visitadas deste blog

Piso Salarial: Leia a opinião do jornal Correio Braziliense

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 277/08, aprovada na quarta-feira (16), vai abrir espaço para aporte considerável de recursos destinados à educação. Pela eliminação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), a PEC proporcionará este ano aumento das verbas para o setor da ordem de R$ 4 bilhões. A expectativa é de que o acréscimo seja de R$ 7 bilhões em 2010 e, pelo menos, de R$ 10,5 bilhões depois de 2011. Garante-se, assim, que mais de 3,5 milhões de crianças e adolescenntes sejam inseridos nas salas de aula de todo o país. O primeiro passo para a conquista da melhoria foi dado no plenário da Câmara dos Deputados. A progressiividade na desvinculação da DRU responde pela sequência dos ativos financeiros reservados à educação. Pelos termos do texto, o ensino básico gratuito, hoje obrigatório para estudantes de 7 a 14 anos, vai ampliar-se para a faixa de 4 a 17 anos. Outra immportante contribuição ao aperfeiçoaamento e extensão do ensino básico reside no fato de que o texto da ...

Carta aos profissionais da educação

UMA GREVE ATÍPICA, UMA LIÇÃO HISTÓRICA: LUTAMOS E ESTAMOS ORGULHOSOS! Ousadia, resistência, apreensão e persistência são sentimentos e momentos que marcaram os dias de greve dos trabalhadores em educação do estado do Maranhão. Foi, sem dúvida, um grande aprendizado, porque foi uma grande luta. Aprendemos nesse movimento quem são os verdadeiros aliados da classe trabalhadora, aprendemos também quem são os seus grandes inimigos. Fomos atacados por todos os lados no front dessa batalha em defesa de nossos direitos e de uma educação pública e de qualidade. Tal como o príncipe de Maquiavel a governadora Roseana Sarney tentava mostrar que “os fins justificam os meios”, para isso impunha o terror nas escolas, ameaçava cortar o ponto dos grevistas, até de exoneração fomos ameaçados. É verdade que em alguns momentos sentimo-nos pequenos ao ver um governo oligarca e sedento de poder abocanhando a direção do nosso sindicato, que nada faz pela sua categoria, e de entidades estudantis, q...

Os Professores baianos em Salvador reprovam a gestão da pelegada do PCdoB no sindicato.Eleição da APLB: Vitória da oposição na capital e indícios de fraudes no interior da Bahia.

Após 15 anos se “reelegendo” como chapa única, a atual direção da APLB teve que “rebolar” para “ganhar” a eleição deste ano e ainda amargou uma derrota fragorosa para a chapa da oposição que venceu na Capital com 72% dos votos validos para contra 28% obtidos pela Chapa 1 hegemonizada pelo PCdoB, e que congregou ainda militantes do PSB, PDT e PT (bloco governista a nível federal e estadual). Já no interior do Estado houve uma enorme discrepância dos resultados, sendo que onde a Chapa da Oposição não conseguiu fiscalizar a votação e apuração apareceram resultados com até 100% dos votos na Chapa 1, enquanto nas regiões onde houve fiscalização a chapa 2 ou venceu teve uma derrota com pequena diferença para chapa governista. Uma série de irregularidades cometidas pela Comissão Eleitoral levou a Chapa 2 a acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT) e depois a Justiça do Trabalho na tentativa de garantir uma eleição democrática e transparente. A própria homologação da Chapa de Oposição...