Pular para o conteúdo principal

16 de setembro - Dia de Mobilização Nacional em prol do PISO. Vamos a luta!

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE convoca os educadores de todo o país para participarem, dia 16/09 (quinta-feira), de mais UM DIA DE LUTA em prol do PISO SALARIAL dos profissionais do magistério público. Nos estados e municípios a CNTE deliberou pela realização de grandes atos públicos. Nesse sentido, o Movimento de Resistência dos Profissionais da Educação – MRP convoca a todos educadores do Maranhão para participarem da MARCHA ESTADUAL EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA, por direitos e pela valorização profissional da nossa categoria. Na ocasião repudiaremos a forma com que o Governo do estado tem tratado a educação pública e seus educadores.

NA LUTA PELOS NOSSOS DIREITOS

O atual momento em que passam os trabalhadores da educação no Maranhão, nos impõe uma urgente tomada de atitude. Durante o exercício do atual governo temos sido vitimados por uma série de ações que mais uma vez nos submete a um cenário de grandes prejuízos. No que pese a gigantesca propaganda publicitária do governo Roseana, a educação pública do Maranhão permanece agonizando. Desde que assumiu o governo, Roseana insiste no descumprimento do reajuste anual do salário dos educadores, garantido legalmente pela Lei do Piso, da mesma forma que não se mostra disposta a aprovar um novo Estatuto e construir um PCCR que garanta, entre outras questões: um instrumento de reajuste salarial anual; a automaticidade das progressões, titulações e promoções; eleição para diretor de escolas etc. Por outro lado, não percebemos na diretoria do SINPROESEMMA, o compromisso com a verdadeira luta em prol dos nossos interesses. Pelo contrário, o que temos visto até agora é um conjunto de ações que tem por objetivo maior favorecer os interesses políticos e partidários de alguns dirigentes. Durante os últimos dois anos a direção do sindicato tem se restringido a participar de reuniões em gabinetes e de criarem falsas expectativas na categoria com promessas falaciosas, como foi o caso da penúltima assembleia em que o presidente do sindicato prometeu um reajuste de 15,94% para os professores, a ser pago no mês de agosto. O resultado de todas essas manobras tem sido a perda de direitos (não assinatura das progressões, titulações); achatamento salarial (19,25% em 2 anos, pelo não cumprimento da Lei do Piso) e um grande descontentamento da categoria com a diretoria do sindicato, evidenciado, recentemente pelo fracasso das mobilizações da paralisação de 144 horas da semana passada, em que praticamente todos os educadores de São Luís se recusaram em participar, pois entenderam que aquelas atividades estavam sendo pautadas por interesses político-eleitorais.

No entanto, não podemos perder a nossa grande capacidade de luta e de resistência, em decorrência dos interesses particulares de alguns. Nesse sentido, o Movimento de Resistência dos Profissionais da Educação – MRP conclama a todos os educadores do Maranhão a participarem neste dia 16 de setembro (quinta-feira) da MARCHA ESTADUAL EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA, para que juntos possamos mostra que temos força suficiente para derrotar os inimigos da educação. Não tenhamos ilusões, a superação das adversidades só será possível com a luta de todos nós.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Piso Salarial: Leia a opinião do jornal Correio Braziliense

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 277/08, aprovada na quarta-feira (16), vai abrir espaço para aporte considerável de recursos destinados à educação. Pela eliminação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), a PEC proporcionará este ano aumento das verbas para o setor da ordem de R$ 4 bilhões. A expectativa é de que o acréscimo seja de R$ 7 bilhões em 2010 e, pelo menos, de R$ 10,5 bilhões depois de 2011. Garante-se, assim, que mais de 3,5 milhões de crianças e adolescenntes sejam inseridos nas salas de aula de todo o país. O primeiro passo para a conquista da melhoria foi dado no plenário da Câmara dos Deputados. A progressiividade na desvinculação da DRU responde pela sequência dos ativos financeiros reservados à educação. Pelos termos do texto, o ensino básico gratuito, hoje obrigatório para estudantes de 7 a 14 anos, vai ampliar-se para a faixa de 4 a 17 anos. Outra immportante contribuição ao aperfeiçoaamento e extensão do ensino básico reside no fato de que o texto da ...

Carta aos profissionais da educação

UMA GREVE ATÍPICA, UMA LIÇÃO HISTÓRICA: LUTAMOS E ESTAMOS ORGULHOSOS! Ousadia, resistência, apreensão e persistência são sentimentos e momentos que marcaram os dias de greve dos trabalhadores em educação do estado do Maranhão. Foi, sem dúvida, um grande aprendizado, porque foi uma grande luta. Aprendemos nesse movimento quem são os verdadeiros aliados da classe trabalhadora, aprendemos também quem são os seus grandes inimigos. Fomos atacados por todos os lados no front dessa batalha em defesa de nossos direitos e de uma educação pública e de qualidade. Tal como o príncipe de Maquiavel a governadora Roseana Sarney tentava mostrar que “os fins justificam os meios”, para isso impunha o terror nas escolas, ameaçava cortar o ponto dos grevistas, até de exoneração fomos ameaçados. É verdade que em alguns momentos sentimo-nos pequenos ao ver um governo oligarca e sedento de poder abocanhando a direção do nosso sindicato, que nada faz pela sua categoria, e de entidades estudantis, q...

Os Professores baianos em Salvador reprovam a gestão da pelegada do PCdoB no sindicato.Eleição da APLB: Vitória da oposição na capital e indícios de fraudes no interior da Bahia.

Após 15 anos se “reelegendo” como chapa única, a atual direção da APLB teve que “rebolar” para “ganhar” a eleição deste ano e ainda amargou uma derrota fragorosa para a chapa da oposição que venceu na Capital com 72% dos votos validos para contra 28% obtidos pela Chapa 1 hegemonizada pelo PCdoB, e que congregou ainda militantes do PSB, PDT e PT (bloco governista a nível federal e estadual). Já no interior do Estado houve uma enorme discrepância dos resultados, sendo que onde a Chapa da Oposição não conseguiu fiscalizar a votação e apuração apareceram resultados com até 100% dos votos na Chapa 1, enquanto nas regiões onde houve fiscalização a chapa 2 ou venceu teve uma derrota com pequena diferença para chapa governista. Uma série de irregularidades cometidas pela Comissão Eleitoral levou a Chapa 2 a acionar o Ministério Público do Trabalho (MPT) e depois a Justiça do Trabalho na tentativa de garantir uma eleição democrática e transparente. A própria homologação da Chapa de Oposição...