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Educadores de quatro grandes escolas de São Luís retornam à greve

A posição do governo do Estado em não sinalizar com reajuste salarial aos trabalhadores da educação, que alimentavam a expectativa de uma proposta para o desfecho do movimento grevista, provocou descontentamento e revolta. Em reação, muitos educadores que voltaram para a sala de aula retornaram à greve.
Além do retorno de educadores de vários municípios do interior, retornaram ao movimento trabalhadores de grandes escolas de São Luís: Almirante Tamandaré, BCA, Cintra e Liceu Maranhense.
É grande a revolta entre os profissionais de educação diante da postura do governo. O acampamento em frente a secretaria de Educação recebeu um maior número de adesões, principalmente de professores que já estavam afastados da greve, acuados em salas de aula diante das ameaças de gestores, mas com a esperança de que o governo se dispusesse a conceder pelo menos um reajuste salarial mínimo à categoria, que está com os salários defasados há dois anos (não recebem nem mesmo o repasse obrigatório do Fundeb).
Em seus discursos, os trabalhadores não compreendem porque a governadora Roseana Sarney joga a greve legítima da categoria na ilegalidade, mas não cumpre a Lei quando deixa de repassar ao salário do professor o percentual de reajuste do Fundeb, que é obrigatório, além de outros direitos que não são cumpridos como a Lei do Piso, em vigor desde 2008, as licenças prêmios, as titulações, progressões e promoções, tudo já garantido aos trabalhadores em Lei.
O SINPROESEMMA aguarda uma proposta formalizada do governo do Estado para submeter às assembléias regionais dos trabalhadores. Segundo o diretor de Comunicação do sindicato, Júlio Guterres, a secretário de Estado de Articulação Institucional, Rodrigo Comerciário, informou que até esta quarta-feira (04) a proposta do governo seria entregue ao sindicato.
Enquanto isso, os educadores continuam acampados na Seduc, com grande disposição para permanecer no local até que haja o entendimento do governo de que os trabalhadores precisam ter esse reajuste mínimo para retornarem às salas de aulas satisfeitos e levando boa qualidade de ensino aos seus alunos.

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