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Opinião: Afinal, qual é a prioridade do Brasil?

 

"Governos vem investindo em programa de distribuição de livros didáticos, bolsas de estudos, novos equipamentos eletrônicos. Falta ainda dar conta da lei que obriga o pagamento do piso salarial para o professor", analisa Regiane de Oliveira

Fonte: Brasil Econômico (SP)
 
 
*REGIANE DE OLIVEIRA

Não há dúvidas de que o Brasil tem um dos maiores mercados potenciais para empresas de Educação. Só em investimento público são mais de R$ 100 bilhões anuais recursos que, todos estão de acordo, não dão conta da demanda nacional. Para que o país seja o líder que almeja ser, os governos vem investindo em programa de distribuição de livros didáticos, bolsas de estudos, novos equipamentos eletrônicos (os alunos brasileiros deverão ter até tablets num futuro próximo). Falta ainda dar conta da lei que obriga o pagamento do piso salarial para o professor. Mas nada que não possa ser resolvido quando o legislativo aprovar o novo Plano Nacional de Educação (PNE), com promessa de aumentar de cerca de 5% do Produto Interno Bruto para 7%, 7,5% ou mesmo 10% pedidos pela sociedade.
Afinal, Educação é prioridade, certo? Errado. E prova disso, é o descaso com que o alto escalão do governo federal trata o tema investimento. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teve um encontro a portas fechadas com parlamentares da Comissão Especial responsável pela análise da proposta do novo PNE . A área econômica apoiou a intenção do relator Angelo Vanhoni (PT-PR) de determinar que o país alcance, em dez anos, um volume de investimento público direto em Educação de 7,5% do PIB.

Em nota pública sobre o encontro, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação lembrou que no dia 15 de outubro de 2010, a então candidata à presidência Dilma Rousseff se comprometeu em uma Carta-compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade, a alcançar um patamar de investimento público em Educação pública na ordem de 7% do PIB até o fim de seu mandato, ou seja, 2014. Agora, o governo diz que vai tentar cumprir esta meta em uma década. O que mudou neste dois anos, faltou dinheiro? Não segundo análise do Ipea. Falta é prioridade. E talvez fosse de bom tom o ministro explica o que é mais prioritário do que a Educação do país. Jogar bola?

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