quinta-feira, 24 de maio de 2012

Educadores do Maranhão serão golpeados mais uma vez pelo SINDICATO-GOVERNO

Seduc e Sinproesemma definem data para entrega do Estatuto do Educador

O texto definitivo da proposta revisada do Estatuto do Educador será fechado na próxima segunda-feira (28) e entregue ao Governo do Estado. A data foi confirmada na noite de quarta-feira (23), durante reunião de trabalho entre o secretário de Educação, João Bernardo Bringel, e a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma).
O secretário Bernardo Bringel frisou que estão sendo envidados todos os esforços para que a proposta revisada do Estatuto do Educador seja encaminhada para análise da Assembleia Legislativa na próxima semana. Nesta quinta-feira (24), foi realizada uma reunião entre representantes dos setores jurídicos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e do Sinproesemma para discutir questões pontuais para fechar o texto do estatuto.
Para o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, o texto final do Estatuto do Educador será fechado depois de uma minuciosa e detalhada revisão da proposta do estatuto, que vem sendo construído a quatro mãos.
Fonte:http://www.ma.gov.br/index.php/agencia/noticias/?id=34956

CONSIDERAÇÕES DO MRP:

Como a maior categoria de servidores públicos do estado permite que a proposta de ESTATUTO DO EDUCADOR seja enviada para a ASSEMBLEIA LEGISLATIVA-(AL), PELA DIRETORIA DO SINPROESEMMA, sem antes conhecê-la e sem discuti-la de forma pormenorizada?

Se a lei que for aprovada na AL manter o mesmo conteúdo da proposta que foi disponibilizada recentemente no site do sindicato, não temos receio em afirmar o que afirmamos no título desse post.

Seremos golpeados porque nesse novo estatuto há uma série de questões que serão agravadas, a partir da sua sanção pela governadora, dentre elas destacamos:

1- O que está colocado como política salarial para a nossa categoria é um absurdo, na medida em que, só favorecerá o governo, que certamente, vai intensificar ainda mais a sua permanente e aviltante POLÍTICA DE ARROCHO SALARIAL;

2- O condicionamento da evolução na carreira à AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, só servirá aos interesses do governo e de quem mais desejar punir e/ou perseguir quem não rezar pela cartilha do governo;

3- A lei do PISO também será violada no aspecto de redução da nossa jornada de trabalho, tudo indica que esta, em vez de sofrer REDUÇÃO, será AMPLIADA;

4-Não existem mecanismos de combate efetivo à precarização do trabalho docente, que continuará se alastrando como um verdadeiro câncer na rede estadual de ensino;

Diante do exposto só nos resta torcer para que nossos prognósticos sejam contrariados futuramente, caso contrário, aqueles que trabalham e dependem somente da rede estadual de ensino para ter acesso à educação estarão "num mato sem cachorro".

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