terça-feira, 22 de outubro de 2013

Raio X da paralisação na rede estadual - São Luis

Participamos hoje do ato convocado pela diretoria do SINPROESEMMA na Deodoro e o que assistimos lá é no mínimo lamentável, senão vejamos:



É do conhecimento de todos os professores da ilha que a maioria das escolas aderiu à paralisação, porém, compareceu à atividade na praça Deodoro menos de 1% do professorado da ilha, que é superior a 7 mil, sequer ocupamos toda a escadaria da biblioteca Benedito Leite. Esta é uma evidência clara de que a esmagadora maioria do professorado da capital já não suporta mais as manobras e mentiras dos dirigentes do SINPROESEMMA que tanto têm nos prejudicado. 

Nas diversas falas dos dirigentes do sindicato observamos as mais descabidas justificativas para que o governo continue descumprindo o acordo firmado com o SINPROESEMMA no final da greve (maio/2013). Dentre as falas nos chamou bastante atenção a parte que dizia: O mais importante do acordo é a concessão das milhares de PROGRESSÕES prometidas para janeiro de 2014.
O presidente do sindicato e seus asseclas bradavam aos quatro cantos da Deodoro:  se o governo não fizer a concessão das progressões o ano letivo não será iniciado. Interessante é que as perdas geradas pelo não cumprimento de parte do acordo nesse segundo semestre de 2013 já foram desconsideradas pela diretoria do sindicato. Nesse sentido ficou explicito que continuaremos a receber o resto das diferenças salariais de forma parcelada, aos inativos sequer foi informado se estes receberão ou não o reajuste concedido aos ativos e a concessão das titulações e promoções continuará sendo realizado no sistema conta-gotas, isto é, o governo as concederá na quantidade que quiser.

Para nós está explicito que a postura do governo Roseana-PMDB, no que diz respeito ao descumprimento do acordo e da negativa de diversos dos nossos direitos não mudará com ações inexpressivas como as paralisações mensais realizadas pelo SINPROESEMMA.  A diretoria do sindicato sabe disso, porém, no atual momento, optou por teatralizar uma suposta reação às ações nefastas do governo estadual, pois seus diretores entenderam que o melhor momento para fazer o enfrentamento do governo Roseanista será o do início do ano letivo de 2014. 

Essa estratégia servirá aos dois propósitos da diretoria do SINPROESEMMA: 

1- Agindo assim, espera dar satisfação aos professores diante da postura do governo;
2 - Pretende fazer da greve um palanque político para os candidatos do PCdoB que pululam dentro e fora da diretoria do sindicato.

Aos nos professores está posto o desafio de acompanhar ou não está estratégia da diretoria do SINPROESEMMA. Outra vez fica evidente que para os membros da diretoria do sindicato fala mais alto os seus interesses políticos eleitoreiros e particulares.  
Precisamos reagir aos ataques permanentes do nefasto governo Roseanista, porém, fazer a luta capitaneada pela diretoria do SINPROESEMMA, sem a garantia da autonomia da base da nossa categoria, só nos conduzirá a uma derrota atrás da outra, a exemplo da mais recente greve que resultou num acordo que nunca será cumprido e na aprovação de um estatuto prejudicial à carreira de todo o magistério estadual. Precisamos compreender que nós temos que ser protagonistas na construção e manutenção permanente da luta em prol da defesa e ampliação dos nossos direitos e por educação pública maranhense de qualidade, pois a diretoria do sindicato já demonstrou por inúmeras vezes que nem em sonho deseja desempenhar tal papel.

Atenção! Lá nos foi informado que a próxima paralisação acontecerá dia 27/11.

 Observação: Se algum professor/a desejar fazer um relato das atividades na sua cidade, envie-nos por e-mail que publicaremos aqui no blog.

Nenhum comentário: