segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Assembleia dos educadores acontece no sábado

Alô EDUCADOR!!!

Companheir@,
Lamentavelmente o governo do estado do Maranhão, mais uma vez, viola a Lei do PISO e o artigo 32 do ESTATUTO DO MAGISTÉRIO, que estabelece o seguinte:

O Poder Executivo procederá aos ajustes dos valores do vencimento do Subgrupo Magistério da Educação Básica no mês de janeiro, no percentual do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério.”

Esta ação governamental impõe a você e a todos os educadores da rede estadual uma brutal política de arrocho salarial, que já ultrapassa 2 anos, pois nossa remuneração é a mesma desde fevereiro/2015.
Para que a política de desvalorização dos educadores imposta pelo governador Flávio Dino (PCdoB) não persista, todos nós precisamos reagir. Nesse sentido, é necessário relembrar que, em 2016, a maioria dos educadores se mostrou indiferente à violação dos seus direitos e preferiu aguardar a boa vontade do governo e o que é pior, deu crédito a uma negociação perene entre governo e sindicato, que em nada nos beneficiou, no que diz respeito ao reajuste salarial.
Agora em 2017, o governador reedita sua politica de desvalorização dos educadores ao não conceder a estes trabalhadores o reajuste salarial no mês de janeiro. A reação da diretoria do sindicato, além de tardia, é patética e explicitamente pró-governo. Nunca é demais lembrar que dos 73 membros da diretoria do SINPROESEMMA, 47 são filiados ao partido do governador e alguns deles se licenciaram do sindicato para ocupar cargos no primeiro escalão do governo.
Somente após o fechamento da folha de pagamento do mês de janeiro e já sabendo que o governo não havia concedido o reajuste, é que a diretoria do sinproesemma anuncia a realização das assembleias regionais para “ouvir os educadores” sobre a pré-pauta da campanha salarial.  O processo foi iniciado no dia 25/01 e finalizado no dia 31/01, com a realização da assembleia de São Luís. Durante a última assembleia, a presidente do sindicato e alguns diretores informaram que das 18 assembleias regionais realizadas, 13 aprovaram a proposta de reajuste salarial defendida por eles, porem, não nos informam quais foram essas 13 regionais.
Para nós ficou explicito que o processo de consulta realizado nas assembleias regionais  foi preparado para favorecer o governo, pois em todas as assembleias, exceto a de São Luis,  diretores do sindicato induziram os educadores a aprovarem a luta pelo reajuste de 2017 (7,64%), pois o governo estava em crise e o reajuste de 2016 já havia sido judicializado.


Na manhã do dia 1º de fevereiro, os dirigentes do sindicato foram a SEDUC, reuniram com o secretário e protocolaram a pauta de reivindicações. Na tarde do mesmo dia, uma nova reunião é realizada no Palácio dos Leões e desta vez, diretores do sindicato reúnem com o os secretários Marcio Jerry (PCdoB) e Filipe Camarão. Nessa reunião, o governo apresenta uma proposta para o sindicato. No dia 2, em vez da presidente do sinproesemma convocar uma assembleia geral para que os educadores possam avaliar essa proposta e decidir se aprovam ou reprovam a mesma, a Sra. Bendita preferiu reunir um grupinho de diretores e, a REVELEIA da nossa categoria, decidiu APROVAR parcialmente a proposta do governo e já se atreve a afirmar que a proposta contem avanços.
Educador(a), diante da total subserviência da diretoria do sinproesemma ao governo do PCdoB, é evidente que se nossa categoria não se manifestar no sentido de fazer a luta em defesa dos seus direitos, a parceria governo +sindicato sairá vitoriosa e nós acumularemos mais perdas. Para que isso não aconteça, precisamos nos organizar em todo o estado  e  promover a luta em defesa dos nossos direitos!
Desta forma, convidamos os Professores, Especialistas e demais funcionários de escola para participarem dia 11/02 (sábado), a partir das 9:30 da manhã, no sindicato dos bancários de uma ASSEMBLEIA DE BASE do Sinproesemma/São Luís. Na ocasião vamos apresentar um estudo que aponta a viabilidade financeira do estado para pagar um reajuste maior que 8% e também avaliaremos a proposta do governo e nos posicionaremos diante dela.

Movimento de Resistência dos Professores – M.R.P/ Fevereiro de 2017

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