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Férias garantidas depois de muita pressão, já os 200 dias letivos?

A ata que se segue é o resultado de muita pressão de professores da base, que lutam para que os alunos da rede pública do Maranhão não sofram mais um estelionato educacional. Pois após uma longa greve, o Governo do Estado insiste em terminar o ano letivo em 23 de dezembro, impossibilitando o cumprimento da LDB que garante 200 dias letivos no ano escolar.


Leiam na íntegra o que diz a ata.







 
Há muito que se pensar dessa ata.


O Governo quer mais uma vez ludibriar a sociedade com a contratação de “tutores” para ministrarem aulas de reforço escolar. Quem serão esses tutores, serão professores formados ou graduandos?

Se o Governo quisesse mesmo oferecer uma educação de qualidade, assim o faria, pois verbas não faltam para tornar as escolas estaduais as melhores, e não é com reforço às vésperas da prova, de tutores saídos sabe-se lá de onde que nossos alunos vão se sair melhor na prova do ENEM, é preciso pelo menos três anos (um Ensino Médio inteiro com escolas de qualidade) para tornar um aluno apto a tirar uma boa nota nesta prova.

O secretário disse que as escolas que funcionaram nos primeiros 15 dias de julho não computarão esses como dias letivos, somente carga horária para os professores, o que é impressionante (ou absurdo), pois o próprio Paulo Avelar esteve nas escolas e viu que não havia alunos. E haverá formulação de novo calendário escolar, mas não ficou claro se estenderá ou não o ano letivo além do dia 23 de dezembro.

E aos bravos professores que se negaram a ceder seu direito adquirido de férias, que fizeram pressão sobre o promotor com visitas semanais para denunciar os desmandos de uma secretaria de educação e diretores de escolas que têm prezado por muitas coisas menos pela qualidade na educação, que verbalizaram suas angústias e que provavelmente nos fizeram chegar até esta ata, sobrou a ameaça de medidas administrativas que não ficam claras quais serão. E pasme quem ainda conseguir ficar pasmo, mesmo com as palavras do secretário sobre punição para os educadores, os diretores do Sinproesemma nada disseram, ou será que isso não foi para a ata? Ou será que já tinham saído nessa hora?


É claro que não, tudo que o governo tem feito aos educandos e educadores deste estado, tem a valiosa ajuda de uma direção sindical omissa na defesa dos direitos dos educadores, como é a atual direção do Sinproesemma. Pois foi a direção do sindicato a primeira a passar por cima de nossos direitos. A direção do Sinproesemma não pode deliberar sobre questões amplas como as férias da categoria, essa é questão para uma assembléia geral.

Com tudo isso ainda se pode comemorar, pois as férias estão garantidas, mas muitas batalhas ainda serão travadas ainda neste ano letivo.

Comentários

Raquel disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Raquel disse…
Batalhas ainda este ano e nos próximos até o fim do mandato dessa tal governadora.

19 de julho de 2011 18:15
godserf disse…
Participei desde o 1º dia de greve até o último dia; e disseram que o dinheiro descontado pelo motivo da greve seria devolvido, porém isto não aconteceu comigo; eu repus mais da metade do dias faltosos e não recebi o meu dinheiro.
Quem é o autor desta brincadeira de mau gosto de não devolver o meu dinheiro?
Por que alguns receberam e eu não recebi?

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